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CAPÍTULO 09: BLOCOS-DIAGRAMAS
9.1) Blocos-diagramas
9.2) Plastificação em alto relevo
9.3) Modelagem
9.4) Molde e maqueta
9.5) Impressão e modelagem em plástico
 
9.1) Blocos-diagramas
 
Trata-se duma categoria de representação cartográfica de muito fácil visualização, uma vez que apresenta a superfície terrertre sob a forma de perspectiva. Como espelha uma parte da crosta terretre (um bloco), tem a vantagem de poder representar a parte estrutural da crosta correspondente deste bloco.

Para a sua construção, tanto pode ser executado puramente a olho, em que as formas do relevo são meramente esboçadas, quanto de um modo mais rígido, isto é, por meio das curvas de nível - o mais aconselhado, portanto, mais técnico.

A figura compõe-se de cinco partes:

"a") a parte da carta a ser trabalhada;
"b") as curvas de nível;
"c") o quadriculado do bloco com as marcações, sobre as linhas horizontais dos cruzamentos das curvas de nível com estas linhas;
"d") os perfis topográficos resultantes das marcações anteriores;
"e") o desenho do modelo, orientado pelos perfis, com o sombreado de acabamento.
 
Figura "a" - Primeira etapa da construção de um bloco-diagrama: o trecho escolhido, numa folha topográfica, com o seu quadriculado original.  
 
 
     
Figura "b" - Segunda etapa da construção de um bloco-diagrama: o mesmo quadriculado em prespectiva e os aspectos que se quer representar.   Figura "c" - Terceira etapa da construção de um bloco-diagrama: o mesmo quadriculado com os pontos de passagem da configuração escolhida.
     
 
     
Figura "d" - Quarta etapa da construção de um bloco-diagrama: servindo-se dos pontos de passagem, levanta-se um bom número de perfis.   Figura "e" - Quinta etapa da construção de um bloco-diagrama: com o auxílio dos perfis, e comparando-se com a etapa "d", dá-se um tratamento em perpectiva do ttrecho original
 
A figura "f" indica o método gráfico mais prático para a construção da base de um bloco-diagrama, em que os pontos de fuga e do observador podem variar conforme a orientação que se quiser dar à representação.

Por fim, no intento de mostrar o aspecto sintético de om bloco-digrama, figura "g" apresenta, além da superfície do terreno, a estrutura geológica.
 


Figura "f" - Algumas opções para a perspectiva de um bloco-diagrama.
 


Figura "g" - Bloco-diagrama mostrando uma dobra sinclinal.
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9.2) Plastificação em alto-relevo

O método de representação em terceira dimensão, através da utilização do material plástico, constitui a maneira mais apropriada para a representação do modelado terrestre, porque, ao invés de se apresentar o relevo mediante métodos gráficos - que dão uma idéia deste relevo -, como é o caso das hachuras e, sobretudo, do sombreado - em que se verifica uma imitação do relevo -, reproduz este método, em escala topográfica, ou em escala geográfica, o próprio relevo tal como ele existe na natureza, então, um mapa em alto-relevo torna-se uma espécie de miniatura da superfície terrestre.
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9.3) Modelagem

A primeira operação para que um modelo seja executado em terceira dimensão, só poderá ser levado a termo se dispusermos do instrumento apropriado, bem como do material que vai dar forma ao referido modelo. O instrumento é constituído de um mecanismo pantográfico motorizado. O material consiste de um bloco de gesso, cuja dimensões devem ultrapassar as medidas da carta a ser construída, incluindo a altura do bloco, que tem que exceder à correspondente altitude máxima verificada na carta.
 
O pantográfo tridimensional dispõe da ponteira para acompanhar a curva de nível e de uma broca articulada a esta ponteira, a fim de cortar a superfície do gesso, na escala desejada.  
Figura "h" - Com o auxílio duma lente, o operador acompanha cada curva de nível da carta que se quer construir, em alto-relevo, com a ponteira pertencente ao paralelogramo articulado do pantógrafo tridimensional motorizado, enquanto uma broca corta, automaticamente, um bloco de gesso, de acordo com os movimentos executados com a ponteira, resultando, no final, na reprodução, em terceira dimensão, da carta plana.
 
O original cartográfico usado para a construtução do modelo deverá ser, de preferência, a estéreo-minuta, quando se tratar de uma folha topográfica.

Como cada curva da estéreo-minuta é perseguida pela ponteira, e vai dar origem à sua correspondente, na parte superior do bloco de gesso cortado pela broca, começa-se a operação pela curva que representa a isoipsa de máxima altitude. Após o corte desta (ou desta curva) de valor igual, passa-se a cortar as curvas de valor imediatamente inferior, e assim, sucessivamente, até a última curva, isto é, a que apresenta o menor valor na estéreo-minuta. Chegando a esta parte, verifica-se que o bloco foi todo recortado. Entretanto, as elevações apresentam-se, desde a curva superior até a inferior, sob a forma de degraus, devido aos intervalos altimétricos constantes da estéreo-minuta. Em conseqüência, procede-se a um desbate normal de cada degrau, igualando-se e amaciando-se as superfícies em declive. Neste ponto, considerando pronta a maquete.
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9.4) Molde e maquete

De posse do modelo produzido diretamente da estéreo-minuta, portanto, do positivo, confecciona-se o molde desse modelo, ou seja, o negativo da maquete, o qual, em conseqüência, tem todas as formas do relevo invertidas, isto é, as partes fundas representando as elevações e as partes salientes correspondendo aos vales, depressões, etc.

Muito bem distribuídos na superfície desta última partes do molde, devem ser efetuados pequenos furos verticais, onde serão fixados fios de aço, de espessura de cerca de um milímetro de diâmetro, e de comprimento que ultrapasse a altura do molde, os quais se destinam à operação explicada a seguir: sobre o molde, com os fios em seus devidos lugares, despeja-se gesso, a fim de se ter, finalmente, a maquete definitiva, indispensável para a construção do relevo na folha em plástico. A única diferença entre o modelo primitivo, executado a pantógrafo, e o definitivo é que este está perfurado perpendicularmente. Estes furos terão a função de permitir a sucção da folha de plástico quando amolecida pelo calor, para tal finalidade, até a sua completa aderência em toda a superfície da maquete.
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9.5) Impressão e modelagem em plástico
 


Figura "i" - Prensa especial para a modelagem de cada folha de plástico, anteriormente impressa a cores.
  Em primeiro lugar, imprime-se em plástico, e não em papel, pelos mesmo processos usados, como se fosse em papel. Em seguida, cada folha impressa em plástico será processada através duma prema prensa que a transforma, mediante aquecimento e sucção, no produto final, em terceira dimensão.
 


Figura "j" - A folha "Chambery", em 1:100.000, do "Institut Géographique National" (França), em alto-relevo plastificado.
  A prensa é de fácil funcionamento (figura "i"): 1º - o modelo é colocado na posição horizontal, sobre a câmara de sucção de ar; 2º - a folha de plástico, impressa anteriormente, é colocada por meio de um dispositivo de registro que faz coincidi-la exatamente em cima do modelo preparado; 3º - mediante o aperto de um botão, um dispositivo com resistências distribuídas sobre a folha, aquece-a de modo uniforme, tornando-a muito flácida, maleável; 4º - automaticamente, o dispositivo de sucção atrai, através dos orifícios espalhados no modelo em gesso, o plástico, que adere inteiramente à superfície da maquete. Poucos minutos são, então, suficientes para o esfriamento da folha em relevo, que sai com facilidade para dar lugar à operação de outra folha, e assim por diante. A figura "j" apresenta a fotografia de um mapa em ato-relevo plástificado.
 
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