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CAPÍTULO 4: SÉRIES CARTOGRÁFICAS
4.1) O que são séries cartográfias
4.2) Sistematização das séries cartográficas pelo IBGE
4.3) Carta internacional ao milionésimo
 
4.1) O que são séries cartográficas

Uma série cartográfica significa a sistematização de um conjunto de mapas, a fim de definir a padronização de sua representação. Tal sistematização se faz necessária quando a escala adotada não é capaz de abranger toda a região a ser mapeada, seja um Estado, um País ou mesmo o mundo inteiro, quando então a área será coberta por diversas folhas.

Do dicionário cartográfico temos: "Série (cartográfica). Conjunto de folhas de formato uniforme e na mesma escala, com título e índice de referência, cobrindo uma região, um Estado, um País, um continente ou o globo terrestre. Em geral usa-se, abreviadamente, série."
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4.2) Sistematização das séries cartográficas pelo IBGE

Mapeamento topográfico

Mapeamento sistemático de caráter permanente, atualizado periodicamente, em diferentes escalas. A coletânea de cartas abrange grande parte do território nacional.

Neste mapeamento estão representadas as informações relativas aos aspectos físicos do terreno, como hidrografia, vegetação e relevo, e aos aspectos culturais, como obras públicas e edificações, rodovias, ferrovias e aeroportos. Contém, ainda, a toponímia dos acidentes geográficos e pontos de controle geodésicos utilizados no mapeamento.

Carta internacional do mundo, ao milionésimo - Projeção policônica

Editada pela primeira vez em 1909 pelo Clube de Engenharia, passando em 1939 para a responsabilidade do IBGE. A edição da primeira folha foi em 1948. A coleção de 46 folhas abrange todo o território nacional e é editada decenalmente.

Cartas topográficas

Escala 1:250 000. Projeção Universal Transversa de Mercator - UTM.
Editada a partir de 1949. Interrompida na década de 50, sua edição foi reiniciada em 1972. A coleção de folhas abrange 80,72% do território nacional.

Escala 1:100 000. Projeção UTM.
Iniciada em 1908 pela Comissão da Carta Geral do Brasil.
Editada a partir de 1965 pelo IBGE. A coleção de folhas abrange 75,39% do território nacional.

Escala 1:50 000. Projeção UTM.
Iniciada em 1922 pela Diretoria do Serviço Geográfico do Ministério do Exército. Editada a partir de 1963 pelo IBGE.
A coleção de folhas abrange 13,9% do território nacional.

Escala 1:25 000. Projeção UTM.
Editada a partir de 1984 pelo IBGE. A coleção de folhas abrange o Distrito Federal e parte do Estado de Goiás e das regiões Nordeste e Sul.

Carta planimétrica

Escala 1:250 000. Projeção UTM.1973-1978.
Elaborada pelo extinto Projeto RADAMBRASIL, com base em interpretação de mosaicos semicontrolados de imagem de radar, na escala 1:250 000, fotos multiespectrais e trabalhos de campo.
A coleção de folhas abrange parte das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Carta imagem de radar

Escala 1:250 000. Projeção UTM. 1978-1983.
Elaborada pelo extinto Projeto RADAMBRASIL e impressa pela Diretoria do Serviço Geográfico do Ministério do Exército, com base em interpretação de mosaicos semicontrolados de imagem de radar, na escala 1:250 000, fotos multiespectrais e trabalhos de campo.
Conjuga elementos cartográficos planimétricos com a imagem de radar, ressaltando o relevo. Algumas folhas apresentam altimetria.
A coleção de folhas abrange parte das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.
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4.3) Carta internacional ao milionésimo

Uma das séries mais utilizadas pelos Geógrafos é a da Carta Internacional do Mundo (CIM) ou Carta do Mundo ao Milionésimo, da qual derivou-se a Carta do Brasil ao Milionésimo. Esta faz parte de um plano mundial que teve origem numa convenção internacional, realizada em Londres, Inglaterra, no mês de novembro de 1909, quando foram estabelecidos padrões técnicos para a confecção de folhas na escala de 1:1.000.000 (daí a expressão milionésimo) cobrindo boa parte da superfície terrestre. As dimensões das folhas foram fixadas em 6 graus de longitude por 4 graus de latitude.

Quanto a denominação e localização das folhas, foi estabelecido um código combinando letras e números:
- N ou S para indicar norte e sul;
- letras A a V para indicar os limites de latitude;
- números de 1 a 60 para indicar os fusos que partem do antimeridiano de Greenwich na direção oeste-leste.

A projeção cartográfica escolhida inicialmente foi a policônica, com a modificação do traçado dos meridianos para retas a fim de que a junção das folhas adjacentes pudesse ser facilitada. Apesar de tudo, ainda foram encontrados problemas para esta junção. Hoje em dia, está sendo usada a projeção cônica conforme de Lambert, matematicamente mais simples, de acordo com a recomendação da Conferência das Nações Unidas sobre a CIM, em agosto de 1962. A projeção de Lambert é usada até as latitudes de 84 graus norte e 80 graus sul. As folhas das regiões polares utilizam a projeção Estereográfica Polar.
     
  Exemplo: Esquema da Zona 23

Esta zona está limitada pelos meridianos de 42 e 48 graus oeste. Seu meridiano central é o de 45 graus. Como ocorre para todas as demais zonas, esta também está dividida em faixas de 4 graus de latitude, que são identificadas pelas letras A, B, C, etc. Uma folha cuja referência seja SF-23 quer dizer:

- S = hemisfério sul;
- F = faixa entre 20 e 24 graus de latitude;
- 23 = número da zona que fica entre 42 e 48 graus de longitude oeste.
 
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