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Instrumento de reflexão dupla para a medida angular, primariamente para os astros. Originalmente, o termo aplicava-se, somente, a instrumentos com um arco de 60º e um alcance de 120º, daí o seu nome. Modernamente o termo inclui instrumentos similares, não importando o alcance.

Sextante de bolha: sextante em que a bolha de um nível serve de horizonte.
Sextante de marinha: Sextante precipuamente destinado à navegação marítima.
Sextante topográfico (ou hidrográfico): sextante destinado precipuamente ao uso de um levantamento hidrográfico.
(fonte: Oliveira, Cêurio de, Dicionário Cartográfico, 4ºedição, RJ, IBGE, 1993)
   
   
Na realidade, a conhecida UTM não é uma projeção, mas um sistema da projeção transversa de Mercátor (conforme de Gauss). Surgiu o sistema em 1947, para determinar as coordenadas retangulares nas cartas militares, em escala grande, de todo o mundo.

Estabelece o sistema que a Terra seja dividida em 60 fusos de seis graus de longitude, os quais têm início no antimeridiano de Greenwich (180º), e que seguem de oeste para leste, até o fechamento neste mesmo ponto de origem.
Quanto à extensão em latitude, os fusos se original no paralelo de 80ºS até o paralelo 84ºN.
     
Se, em relação à longitude, os fusos são número 60, no que toca à latitude, a divisão consiste em zonas de 4º, e isto está vinculado ao tamanho da carta de 1:100.000, e não à projeção. Os fusos são decorrentes da necessidade de se reduzirem as deformações. Além dos paralelos extremos (80ºS e 84ºN), a projeção adotada, mundialmente, é a estereográfica polar universal.

Se fixamos a nossa atenção em qualquer uma dessa 1.200 quadrículas, verificaremos que os 6 graus de longitude apresentam as seguintes características: os dois meridianos laterais são múltiplos de 6, assim como o meridiano central é de 6 mais 3. A figura assinala, a propósito, duas quadrículas localizadas na região Sudeste: a primeira, com o meridiano central de 51º e os dois meridianos laterais de, respectivamente, 54º e 48º; a segunda, com o meridiano central de 45º e os dois laterais de, respectivamente, 48º e 42º. Quanto aos limites em latitude, temos, para ambas as quadrículas, os paralelos de 28º e 20º.   
 
 
Para criar o sistema foi utilizado uma superfície de projeção 60 cilindros transversos e secantes à superfície de referência (elipsóide), cada um com amplitude de 6º em longitude. Seu uso é limitado entre os paralelos 80º S e 84º N.

Os cilindros são distribuídos na superfície de referência, de modo a abranger fusos de 6º de amplitude, compreendidos entre as longitudes múltiplas de 6º + 3º (..., 57º, 51º, 45º,...). Sobre este meridiano central (M.C.), existe uma deformação dos cilindros com a superfície de referência - as linhas de secância - o coeficiente de deformação linear é unitário. Não existem deformações lineares nestas regiões.

Cada um dos fusos, chamamos fusos UTM, tem origem na interseção do seu meridiano central com a linha do Equador. As coordenadas UTM destes pontos são x=E (Este)=500.000,00 m e y=N (Norte)=10.000.000,00m, no Hemisfério Sul, e y=N=0,0m, no Hemisfério Norte.

As coordenadas UTM são obtidas a partir de coordenadas geográficas, latitude e longitude de pontos de interesse, usando-se fórmulas complexas. O coeficiente de deformação linear (k), que varia de 0,9996 sobre o M.C. a 1,001 nos extremos do fuso, passando pelo valor unitário sobre as linhas de secância, também é obtido a partir de fórmulas, sendo função das coordenadas E e N dos pontos em questão.

O sistema UTM é conforme, as distâncias e áreas apresentam deformações. A deformação de área é função da posição ocupada pelos pontos dentro de um fuso UTM. Esta variável é conhecida como coeficiente de deformação linear e representada pela letra grega kapa (k). A orientação das figuras também pode ser considerada pseudodeformação, a não ser no meridiano central de cada fuso, onde o Norte da quadrícula UTM (NQ) coincide com o Norte Verdadeiro (NV). Em todas as demais regiões dos fusos esses dois eixos formam entre si, um ângulo denominado Convergência Meridiana, representado pela letra grega gama (y).
(fonte: notas de aula da disciplina cartografia básica , UNIFAP, 2000)
   
   
Não passava de um ímã boiando num tigela d'água, mas sem a bússola náutica as grandes viagens do descobrimento jamais teriam sido possíveis. Usadas inicialmente no feng shui, o sistema taoísta de decoração ambiental, as bússolas surgiram na China no século IV a.C. Os ponteiros de magnetita foram substituídos por lascas de ferro, depois por agulhas que apareceram no século VI d.C. O primeiro relato de bússolas no mar só aparece em 1117, na Conversa à Mesa de Pingchow, de Zhu Yu: "Em tempo fechado, os marinheiros olham a agulha que aponta o sul". A bússola chegou à Europa por volta de 1190, vinda quase com certeza da China. Seus atributos eram tão ignorados que os capitães proibiam a tripulação de comer cebola, na crença de que isso destruiria o magnetismo. Para os navegantes do Mediterrâneo, afeitos a longos períodos nublados de mar difícil, a bússola foi a libertação. No século XX, eles já estavam prontos para a aventura em mares nunca navegados.
(fonte: revista Veja Especial , n. 1578, Editora Abril, 1999, www.veja.com.br)
         
   
Bússola Chinesa   Bússola Francesa   Bússola com inclinômetro
 
Veja mais:
A Bússola | Gilbert e o magnetismo terrestre | Gilbert e os ímãs | Como usar uma bússola
Cartografia
Considerações sobre a Coordenação do Sistema Cartográfico Nacional
Cronologia da Cartografia no Brasil
     
Artigos Técnicos

 

 

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